ROTA DE SABORES
Comer bem é quase um sonho? Sim! Como descubro aromas, temperos, sabores, endereços?
Siga minhas indicações e conheça locais, ideias e receitas que transformam paladares
GOSTAR DE TOMATE IS TOO MUCH!
A humanidade se tomata no tomate há milênios. Nas andanças e histórias gastronômicas, o tomate nos conduz a orquestrar paladares que vão da simplicidade a grandes criações gastronômicas. O tomate é, e sempre será, um torpedo vegetal que valoriza qualquer receita.
Tomatize-se nesta onda.
Foto no SHUK Falafel & Kebabs
A humanidade se tomata no tomate há milênios. Nas andanças e histórias gastronômicas, o tomate nos conduz a orquestrar paladares que vão da simplicidade a grandes criações gastronômicas. O tomate é, e sempre será, um torpedo vegetal que valoriza qualquer receita.
Tomatize-se nesta onda.
Motivos nem faltam: é talvez o ingrediente versátil e mais popular encontrado em pratos ou receitas de centenas de países. Embora considerado uma fruta (sabiam disso?), o tomate tem mais de onze mil criações diferenciadas na natureza. Além de fonte nutricional de vitamina C, potássio, cálcio, licopeno, vitamina A e ácido fólico. Detalhe: nem sempre os tomates são vermelhos. Podem ser vermelhos, sim. Mas nasceram amarelos – e até tomates brancos rosáceos ou negros. Mas como nem sempre temos acesso a tudo isso, vamos permanecer parceiros dos tomates vermelhos.
Aliás, a China é o país que mais produz tomates (calculo que a população deles, de mais de um bilhão de pessoas, deve devorar quase tudo). Entonces, amigos, vamos nos tomatizar forever – e por outros mil motivos.
O termo tomate veio do idioma espanhol, trazido dos Andes, onde os habitantes chamavam no idioma deles o fruto como “gordo como barriga”: “tumaati” -- "alimentos dos lobos". Portanto, é importante saber que o tomate veio da cultura dos Incas. Bom, milênios se passaram e o grandioso tomate continua a reinar no mundo inteiro. Ah, tem mais: além do tomate, outros vegetais como berinjela, pepino, pimentão e abobrinha também são considerados frutos. Motivo? Todos produzem sementes.
Detalhe: os tomates surgem após que insetos façam polinização –pelo vento ou manualmente. De qualquer modo, o tomate is too much e estará sempre adicionado aos nossos paladares, aos nosso conteúdos gastronômicos, às nossas receitas diárias – e ao grandioso louvor pelo poderoso sabor desta fruta/vegetal.
Tomatemo-nos. Gracias, señor.
Ele combina com tudo: molhos, pizzas, saladas, massas e milhares de outras invencionices. Tomate é aquele componente que a cada receita proporciona surpresa, admiração, habilidade, descobertas, ritmo, sabedorias. E sabores, claro.
Crus, cozidos ou recheados.
Tome-se o exemplo da massa mais simples: Spaghettti al Sugo. Embora encontrada em qualquer mesa, varia no visual, no cheiro, na firmeza. O tomate nos estimula a criar o grande prazer que é comer. Sempre fui teimosa e obstinada: por isso desde adolescente estou ligada nos tomates. Que pra mim trazem conexões gastronômicas inesperadas -- ou clássicas.
Tomatizemo-nos todos.
Tomatize-se.
E serei sempre uma tomateira do tomate too much. Isto faz parte da minha vida repleta de molhos, surpresas, delícias, temperos, prazeres e sabores. Tomatei-me forever. Entre no meu ( e no seu) tomate mental, alimentar, cultural, sensorial e cheio de surpresas.
E já pra cozinha fazer Spaghetti al sugo!
Molho de tomates
Receita fácil
Para 6 pessoas
Tempo de preparo: 40 Min
Ingredientes:
3 latas de 400 grs de tomates
Ou 1.200 kg de tomates frescos bem escolhidos, sem pele
3 dentes de alho
1 cebola pequena
Folhas de manjericão
1 colher de azeite
1 pacote de spaguetti,pappardelle ou tagliatelle cozinhar em água abundante com sal e pelo tempo sugerido no pacote para que fique al dente.
Preparo do molho:
Refogar a cebola ralada no azeite até ficar translúcida, em seguida acrescentar o alho sem pele, inteiro.
Deixar refogar, adicionar o manjericão e sucessivamente os tomates pelados deixando cozinhar em fogo brando por 30 minutos.
Bater no liquidificador.
Neste caso, a preparação deverá ser passada por peneira.
(Se preferir um molho mais rústico, deixar a metade sem bater e não passe na peneira.)
Bom proveito
Rota de Sabores e os lugares que recomendo para saborear ou comprar um bom molho de tomate.
Para dar uma de mestre cuca e fazer em casa, a Casa Santa Luzia em São Paulo tem tomates frescos e latas de tomates pelados de diversas marcas, na rotisseria super bem servida de comidinhas prontas e de molho de tomate fresco ou congelado.
@casasantaluzia
https://www.santaluzia.com.br/
Retirada, delivery ou para comer no Mesa 3 e Portinhola da cozinheira e arquiteta da cozinha Ana Soares.
Peça o molho rústico de tomates sem erro!
Molhos clássicos e artesanais com toques de chef.
https://linktr.ee/mesa3rotisseria
Na cozinha do restaurante Temperani do mestre italiano Antonio Maiolica que fica no novo complexo Vila Analia no Jd Anália Franco é um dos melhores lugares para comer um boa salsa di pomodoro.
Recomendo o rigatoni alla Zozzona ou o spaguetti a Puttanesca.
https://linktr.ee/grupovilaanalia
Já na Osteria Fame, piccolo e especial restaurante italiano do casal Renzetti, come-se divinamente o Tonnarelli Amatriciana entre outras iguarias com o tomate.
Na Carlos Pizza
Na Alameda Tietê com Mello Alves ou na Vila Madalena
Me faz salivar a lembrança da burrata em molho de tomates e bottarga ralada servida com o pão quentinho da casa, um primor.
http://www.carlospizza.com.br/
ICIF Brasil
Escola italiana no Brasil que frequento, aprecio e indico sem pestanejar.
Os melhores cursos para mergulhar e estudar a culinária italiana.
https://www.icifbrasil.com.br/
BIQUE-SE NO GRÃO-DE-BICO
Vamos falar sobre o Hommus? Este é um dos prazeres da culinária libanesa, receita milenar que provém do grão-de-bico – e que, há décadas, passou a ser considerada receita clássica do mundo atual.
Foto no SHUK Falafel & Kebabs
Vamos falar sobre o Hommus? Este é um dos prazeres da culinária libanesa, receita milenar que provém do grão-de-bico – e que, há décadas, passou a ser considerada receita clássica do mundo atual.
Sabia que as comidas que surgiram no Líbano trazem rotas históricas de milhares de anos? A capital libanesa, Beirute, é a cidade com maior influência estética, cultural e comportamental daquela região. As influências provêm de tradições do Mediterrâneo, conectadas a um remix das invenções culinárias fenícias, persas, egípcias, babilônicas, romanas, gregas bizantinas e otomanas. Ou seja: as gostosuras libanesas herdaram dezenas de criações culturais próximas – e receberam imensos toques da dominação francesa naquele país mediterrâneo. Por tantos motivos, são balaios de delícias.
A culinária libanesa abre-se a pluralidades de sabores, informações e receitas. Afasto-me de qualquer explicação simplista, porque o meu lance é expansivo, criativo, saboroso, analítico e saboroso. Vamos embarcar nessa? Então como explicar a importância do Hommus? Quem poderia explicar melhor seria o céu da boca e a língua. Esta receita proveniente do grão-de-bico é divina.
Hommus hoje equivale a acompanhamentos equivalentes ao purê de batatas: só que com mil proteínas a mais. Deixou de ser apenas uma receitinha de entrada – e se transformou em delícia molenga/saborosa/protéica que pode sempre nos acompanhar em vários pratos.
Tudo isto veio do paladar dos faraós egípcios e dos colonizadores libaneses. Ou seja, um remix de gostosuras entre o Mediterrâneo e o Golfo Pérsico. Prazeres, receitas, descobertas, resultados, delícias, receitas imortais.
Para reduzir tudo isto acima, o Hommus se tornou referência planetária --entre os raros sabores abundantes.
Poizé: esta é a minha ação interpretativa ao pensar em alimentos, receitas e criações culinárias. O Hommus nos traz e nos permite mil combinações saborosas, especiais, raras e marcantes. Tente. E isto nos leva a buscar abundâncias na vida. A vida e o paladar precisam ser abundantes.
Vamos de Hommus?
HOMMUS
6 porções, como parte de um mezzé
Ingredientes:
250 g de grão de bico cozido (ou em conserva, escorrido)
1 colher (sopa) de água
2 colheres (sopa) de tehiné libanês (pasta de gergelim importada) – mexer para misturar antes de usar
4 colheres (sopa) de suco de limão (1 limão médio)
1 ½ colher (chá) sal, ou a gosto
Páprica doce, grãos de bico cozidos, pinoles fritos) opcional), salsinha e azeite para decorar
Preparo:
Coloque o grão de bico, separe alguns grãos para a finalização, o suco de limão e a tehiné no processador. Bata até obter uma massa bem lisa, adicionando água e sal, se necessário. Ajuste o sal e a acidez e acrescente mais limão e sal, se necessário.
No prato de servir, espalhe a pasta numa espessura de 2 centímetros. Decore com o grão de bico, salsinha e pinoles fritos (opcional ).Regue com um fio de azeite e polvilhe páprica doce.
Trilha do Hommus em SP:
Sainte Marie Gastronomie por @stephankawijian
Rua Dom João Batista Costa, 70, São Paulo, SP
Taboão
Restaurante Arábia
Na Haddock Lobo ou pelo delivery, o melhor da cidade
Make Hommus. Not war
O Imperdível lugar do Fred Caffarena:
Restaurante
Primeira homuseria do Brasil!
Terça a sexta - 12h-15h e 18h-22h
Sábado - 12h-16h e 19h -22h.
Domingo - 12h-16h
Delivery - rappi e goomer (whatsapp)
linkr.bio/makehommus
Rosima
pit stop bom e baratuco na João Cachoeira no Itaim
Shoshana Delishop
Rua Correia de Melo, 206, Bom Retiro.
Funcionamento: Terça a quinta-feira, das 11h30 às 15h. Sexta-feira, das 11h30 às 15h e das 17h às 23h. Sábado, das 11h30 às 17h. Domingo, das 10h às 16h. Fecha às segundas-feiras.
Instagram: @shoshana_delishop
diria pra pedir várias pastinhas no centro da mesa e comer tudo, é maravilhoso!
Mish-mash (R$24), patês de fígado de galinha assado e de ovo perfeito com schmaltz, servido com pão pita e
Aljouk de Potiron, uma pasta de abóboras assadas com pimenta harissa servida com pão pita (R$22)
SHUK Falafel & Kebabs
Endereço: Rua Ferreira de Araújo, 385, Pinheiros - São Paulo - SP Telefone / Whatsapp: 11 97219-0852
Horários de funcionamento:
Domingo e segunda, das 12h às 15h (somente almoço)
Terça a Sábado, das 12h00 às 15h e das 18h às 23h
Capacidade: 70 lugares
Delivery via Devoro (no iFood ou na plataforma própria do Devoro)
Especilidades: o Homus Pitriot (R$36), coberto com cogumelos salteados, cebola crispy e molho amba, à base de manga e especiarias.
Homus Pitriot
VATAPÁ, TÁ?
Vamos lá? O termo IZAKAYA surgiu séculos atrás, no período Edo (1603-1868), entre samurais e pessoas comuns. Mas voltou com força há mais de 70 anos, quando o Japão queria buscar alguma alegria depois de ser atacado na Segunda Guerra Mundial por duas bombas atômicas, com milhões de mortes. Uma tentativa de retomar alegria, ânimo, encontros e recuperar detalhes da cultura nipônica.
Sempre defendi que a cozinha é um balaio de sabores, em nível tão grandioso que nos faz imaginar as sensações paladares como algo quase infinito. Cada sabor tem seu tom, cada sabor traz delícias, cada sabor é marcante. A língua e a deglutição são os portais destes prazeres. Sentir sabores atravessam todos os campos do conhecimento. Concorda? A linguagem do sabor jamais terá uma interpretação simples.
Poizé, seu Zé: desta vez vamos comentar sobre uma das delícias mais representativas da cozinha brasileira: o VATAPÁ. Hmmmmmm. E, pra começar, fazer um flashback: trata-se de preparado que veio na memória cultural dos africanos escravizados em navios negreiros, desde o século 16. E que quando chegavam aqui, conseguiam (ou tentavam) manter algumas tradições da culinária africana tradicional --com adaptações, claro. Desde então, o vatapá passou por muitas mudanças. Com os ingredientes encontrados no Brasil --então território português-- e a necessidade de suplementar suas dietas alimentares, desenvolveram outros pratos, que passaram a ser típicos do litoral sudeste. Tanto assim que o grande compositor baiano Dorival Caymmi,chegou a lançar, na década de 1940, a canção "Vatapá" --em que cita frases interessantes: "Quem quiser vatapá / Que procure fazer/ Primeiro o fubá, depois o dendê / Bota castanha de caju / Um bocadinho mais / Pimenta malagueta / Um bocadinho mais / Amendoim, camarão, rala um coco / Sal com gengibre e cebola, iaiá / Na hora de temperar / Não para de mexer / Que é pra não embolar".
O nome vatapá tem origem no termo iorubá "ehba-tápa". O antropólogo Luiz da Câmara Cascudo fez pesquisas na África, para o seu importante livro "História da Alimentação no Brasil" (lançado em 1963), e declarava no texto: "O mais famoso e nacional dos pratos brasileiros é o vatapá". Entretanto, supõe-se que o vatapá surgiu de um remix das tradições africanas com a culinária portuguesa, por incorporar azeites africanos e lusitanos. Ah, tem mais; o historiador Gilberto Freyre diz que o vatapá, no regime alimentar brasileiro, tem ingredientes dos povos trazidos da África que modificaram (ou remixaram?) comidas portuguesas com tradições indígenas, como farofa, quibebe e vatapá. Tanto assim que existe uma versão do vatapá no Pará, com ingredientes originados de comunidades indígenas!. Mas vamos parar por aqui e indicar receitas? Vatapá for all!!!
**Texto publicado na minha coluna de Marie Claire
Rock and roll
ROLINHO DE VATAPÁ
Ingredientes:
20 unidades de massa para rolinho primavera
Gema para pincelar
Óleo para fritar
Recheio:
340g de camarão seco**
660g cebola roxa, cortadas em brunoise
300g de castanha de caju picada
360g de amendoim picado
1 colher de sopa de alho picado
500g de miolo de pão ou de farinha Panko
100g de gengibre ralado
Leite de coco para dar o ponto
Azeite de dendê
Coentro fresco
Sal
Molho:
100 ml de shoyu
100 ml de pasta de tamarindo
150ml de óleo de gergelim torrado
50 g de melaço
Sal
Modo de Preparo:
Para o recheio:
Dessalgue os camarões em 12 horas em geladeira água fria até que estejam dessalgados, pode levar cerca de 2 a 4 horas. Assim que estiverem dessalgados, escorra o líquido e bata no processador.
Em uma tigela , coloque o miolo de pão ou a farinha Panko, cubra com o leite de coco até que hidrate. Reserve.
Em uma panela, refogue a cebola e o alho no azeite de dendê e acrescente o amendoim, a castanha de caju e o camarão triturado. Cozinhe por alguns minutos.
Acrescente o miolo de pão ou a farinha Panko hidratada e o gengibre. Misture até ficar uma massa homogênea.
Tempere com o coentro e o sal.
Para o molho:
Numa panela, junte todos os ingredientes e cozinhe até reduzir a metade.
Se necessário, ajuste o sal.
Montagem e finalização: Disponha um pouco do recheio em cada disco de massa e enrole conforme demonstração em aula. Pincele com a gema e frite até que estejam dourados.
Onde comer vatapá:
No Rota do Acarajé e na Casa de Ieda tem sempre.
Eu amo.
Mara Salles faz um maravilhoso de vez em quando.
Helena Rizzo faz um delicioso vatapá de frango no Manioca,de capotar.
IZAKAYA
Vamos lá? O termo IZAKAYA surgiu séculos atrás, no período Edo (1603-1868), entre samurais e pessoas comuns. Mas voltou com força há mais de 70 anos, quando o Japão queria buscar alguma alegria depois de ser atacado na Segunda Guerra Mundial por duas bombas atômicas, com milhões de mortes. Uma tentativa de retomar alegria, ânimo, encontros e recuperar detalhes da cultura nipônica.
Margarida Haraguchi (do Izakaya Issa) e Carla Pernambuco
Vamos lá? O termo IZAKAYA surgiu séculos atrás, no período Edo (1603-1868), entre samurais e pessoas comuns. Mas voltou com força há mais de 70 anos, quando o Japão queria buscar alguma alegria depois de ser atacado na Segunda Guerra Mundial por duas bombas atômicas, com milhões de mortes. Uma tentativa de retomar alegria, ânimo, encontros e recuperar detalhes da cultura nipônica. O primeiro lance foi celebrar novos tempos com muitos goles de saquê. E, para segurar a onda, oferecer receitas tradicionais em porções pequenas. Ou seja: os IZAKAYA ressurgiram como bares ou botecos, no intuito de alegrar a população traumatizada. E sempre traziam lanternas vermelhas nas portas (ainda mantêm esta tradição). Eram quase versões dos pubs ingleses. Hoje, continuam como pontos populares em que pessoas se encontram para conversar, beber, dar risadas e comer --e se multiplicaram pelas ruas japonesas. Embora pequenos, atraem turmas animadas e falantes. Viva o sakê. O nome Izakaya deriva de“sentar” (comer algo em tatames ou em balcões) e “local de saquê”.
A comida oferecida trouxe –e ainda traz-- recriações surpreendentes, inventivas e em porções individuais –a partir de tofu, sashimis, nimonos, yakitoris, karês, kushiyakis, yakissobas, diversos pratos de arroz e outros petiscos nipônicos clássicos. E os locais oferecem ambientes com tatame, balcões ou cadeiras de bar. No Japão existe um detalhe curioso: quem achar que bebeu demais e não pode dirigir, os izakayas japoneses oferecem traslado de carro com dois motoristas: um leva o carro e o outro conduz o ‘bebum’ em outro veículo. Tá bom assim?
Então vamos saber o quê acontece em yzakayas aqui no Brasil. São muitos. Pelo menos, em São Paulo! Indico dois locais surpreendentes e que mantêm o estilo nipônico tradicional –com pitadas modernas. Coisas que revelam como o mundo contemporâneo continua a se multiplicar, a se dividir e a oferecer conexões culturais –e trocas de delícias.
Adoro descobrir pequenos locais gastronômicos no bairro da Liberdade, em São Paulo. Exemplo: o Issa é para apenas 12 clientes. A chef nipônica realiza delícias gastronômicas quase ao lado dos clientes: o destaque fica por conta do takoyaki, bolinho de massa leve recheado por polvo e temperos inesquecíveis. Quem comanda tudo é uma reduzida/eficiente equipe de mulheres, que conduzem os clientes às delícias e petiscos. Importante pedir a seleção de pequenas entradas que variam a cada dia: desde berinjela frita com missô, conservas de vegetais, nimono (cozido de hortaliças broto de bambu, raízes de bardana e de lótus, barriga suína e tofu frito).
Outra descoberta: a chef Kaori Muranaka nasceu no arquipélago de Ogasawara (quase no meio do Oceano Pacífico, mas ligado ao Japão). Criativa em suas propostas da culinária nipônica, ela adora inventar/recriar receitas tradicionais, no menu que surge num quadro-negro no restaurante ou no seu Instagram (@kaorimambo). E inventa sinfonias de sabores que vão do karê (inesquecível) a sardinhas marinadas, salada de shungiku (verduras crespas, tofu frito, shoyu, alho, gergelim, pasta de pimenta, óleo de gergelim, vinagre e açúcar. Importante provar o karê, ensopado com arroz branco, várias ervas, picante, fumegante e de sabor impactante. Ah, para aliviar a ardência: saquê, sucos naturais, caipirinhas e água (of course). Para refrescar a goela, um drinque fácil de tomar: destilado shochu com suco natural de grapefruit e água com gás.
BOTECANDO
Essa lenda de botecagem brasileira é curiosa, divertida e cheia de disse-me-disse. O melhor jeito de discutir um assunto dessa relevância só pode ser, claro, na mesa de um bar.
Vou meter a mão nessa cumbuca!
Essa lenda de botecagem brasileira é curiosa, divertida e cheia de disse-me-disse. O melhor jeito de discutir um assunto dessa relevância só pode ser, claro, na mesa de um bar.
Vou meter a mão nessa cumbuca!
Cariocas e paulistas competem para serem os autores desse símbolo do savoir vivre brasileiro. Sentar à mesa do bar, tagarelar banalidades ou desabafar as mágoas, reclamar da política, da vida de casado, da de solteiro, do chefe e dos colaboradores é um patrimônio imaterial da nação. Ponto alto das discussões nesse ambiente é o chopp – foi ele quem começou! Cor, textura e sabor iniciam a conversa. Passa pela água, a origem, o chopp que o vizinho faz no apartamento, no sítio de final de semana... O papo contemporâneo adicionou uma curiosidade: com colarinho ou sem? Paulistas adotam argumentos científicos e tecnológicos para o simples fato de que preferem com pouco colarinho. Cariocas de bigode espumoso riem da perda de tempo – já estão no terceiro copo (metade é essspuma!).
De Leste a Oeste, a prática corre solta – mas as boas bocas preferem que tudo isso aconteça à beira-mar, lógico. Ponto para os cariocas! Sem puxar o torresmo para nenhum dos lados – sou uma gaúcha parte paulistana que ama a vida carioca – nesta coluna vou falar de um carioca grandalhão e criativo que trouxe a mesinha pra calçada, comme il faut, no Itaim Bibi e sentou no seu Boteco, o Rainha, esperando os amigos para praticar o esporte.
Pedro Artagão está pelos 40 anos, tem títulos de chef e carreira de restaurateur, mas seu negócio mesmo é o boteco e seus trecos, a cozinha, naquele estilo rio de janeiro que faz a gente acreditar na História de que isso tudo nasceu lá. Audaz e cordial, Pedro marca o jeito hospitaleiro e espirituoso que essas casas precisam ter. O torresmo é um convite à molecagem, azeitonas marinadas, calabresa com batata (ou vice-versa), com berinjela (idem), polvos e camarões mils, mil e uma traquinagens chamadas de acepipes, que com esse nome se identifica como uma entrada, no cardápio. Curiosa, peço mais para saber o que ainda não vi nessa vi(n)da, e vou de caldinho de frutos do mar (tem receita!). À diversão, o chef adiciona o saudosismo do Rio clássico, com a gastronomia que tem frigideiras e bacalhaus, peixes assados, moquecas e arrozes irresistíveis – de polvo, de pato. A ousadia é apresentar uma proposta como aperitivo que acompanha a cesta de pão: a pesca do dia! Cavaquinhas, lagostins e polvo compõem o menu no Rio e, pasmem, estão chegando a SP também.
Artagão tem nove casas no Rio, o Rainha em São Paulo e mais por inaugurar em sampa até o final do ano – o Galeto, ao lado do Rainha. No Rio estão chegando uma pizzaria no Rio, a Bastarda (hoje é só delivery), e um novo Irajá Redux, somando, em 2022, onze estabelecimentos de sua autoria nessa praia, todos sob o guarda-sol do Grupo Irajá. Galeto Rainha traz um formato em que tudo vai pro fogo e, brasado, sai melhor ainda com os acompanhamentos que compõem a proposta - arroz maluco, farofa brasileira, feijão caprichado. É uma festa! A ousadia de P.A. está em tudo: no boteco e além, invadindo a calçada, a praia e a geografia culinária da boa mesa brasileira.
Receita do Caldinho de Frutos do Mar do Rainha
Rendimento: 4 porções
Ingredientes:
100g do molho Taiano (receita a seguir)
20ml de azeite
20g de cebola branca picada
10g de alho picado
10g de pimentão vermelho quadradinho
10g de pimentão amarelo quadradinho
20g de coentro picadinho
100g de camarão cinza limpo sem casca
100g de lula limpa cortada em cubos (2cm)
140g de filé de namorado cortado em cubos (2cm)
240g de polvo cozido e cortado em rodelas (2cm)
100g de farofa de dendê
100g de limão Taiti (para cortar)
Gotinhas de Tabasco
Modo de preparo
1. Em uma panela adicionar o azeite e iniciar com a cebola. Quando dourar, colocar o alho.
2. Quando estiver tudo dourado, adicionar os pimentões e deixar murchar.
3. Adicionar o molho taiano e colocar a lula e o polvo. Quando começar a fervura, adicionar o peixe.
4. Mexer cuidadosamente para não desfiar o peixe. Adicionar o tabasco e corrigir o sal.
5. Adicionar metade do coentro e misturar.
6. Cortar o limão na metade e dividir uma metade em 3 fatias.
7. Para servir, recomendamos colocar o caldinho em um recipiente fundo – prato, copo ou caneca. Em outro, servir um pouco da farofa, coentro e um limão espremido, como.
Molho Taiano (para o caldinho)
Rendimento: 400ml
Ingredientes:
100g de cebola branca
150g de pimentão vermelho
150g de pimentão amarelo
40g de tomate italiano
20g de alho descascado picado
170g de tomate pelati
400g de leite de coco
70ml de azeite extra virgem
Modo de preparo:
1. Higienizar os pimentões e tomates, antes de cortar, em água corrente (após aberto não pode ser lavado). Retirar sementes, cabeça e parte branca fibrosa de todos eles.
2. Cortar as cebolas, pimentões e tomates em pedações com 5cm.
3. Refogar a cebola no azeite. Quando estiver dourada, adicionar os pimentões até murcharem. Adicionar os tomates e deixar murchar.
4. Adicionar o tomate pelati e o leite de coco. Deixar em fogo médio, sempre mexendo. Ao reduzir pela metade, está pronto.
6. Esperar esfriar e bater no liquidificador.
Boteco Rainha SP
Rua Pedroso Alvarenga 1173 – Itaim Bibi.
De terça a sábado, das 11h30 às 23h30 – Domingos, das 11h30 às 18h.
70 lugares. Sem reservas.
LÁ VEM A TOPIC!
A frase virou um meme íntimo entre nossas famílias – Edinho, Wanda e as crianças; Nando, eu e os nossos. Férias na Bahia, réveillon, Praia do Forte, Trancoso ou Camburi, só a Topic pra carregar o bando!
Eu, a manaquete:
Lá vem a Topic!
A frase virou um meme íntimo entre nossas famílias – Edinho, Wanda e as crianças; Nando, eu e os nossos. Férias na Bahia, réveillon, Praia do Forte, Trancoso ou Camburi, só a Topic pra carregar o bando!
Saudade talvez não defina as lembranças desse tempo em que a gente não sabia de nada, dourados e inocentes...
Mas vamos embarcar na Topic! É com ela que a gente inicia a jornada rumo ao Manacá do Edinho no sertão de Camburi (SP) – é para lá que quero ir. Tudo começa no point marcado, onde a Topic aparece para nos carregar para o restaurante. Naquele clima de infinito verão, rodeado pelo verde, os sons dos bichos, os pés de havaianas com areia, é subir no bólido, abrir os olhos e convidar os sentidos – e os passageiros – para a festa.
A Topic leva pouco tempo até parar, ainda que pareça que uma vida se passou de tanto que a gente viaja na paisagem. De volta ao chão, o trajeto a pé é uma passarela de ripas que nos conduz Mata Atlântica adentro. Entre os sons de pássaros, o tilintar de taças e o burburinho de gente que começa a surgir, a visão se materializa.
Edinho está lá, nas minhas lembranças, nos meus melhores sonhos e nos dias de sorte em que combinamos de nos encontrar. Há 34 anos sou manaquete, fã desse cozinheiro e seu mar de sabores dentro da floresta atlântica. É sobre as palafitas, no resplendor da mata, onde se instala o Manacá, que tudo acontece, a 200 metros do mar.
O Manacá do Edinho é um símbolo da cozinha brasileira. Pioneiro, esse mineiro criado em São Paulo decidiu ir para o Litoral nos anos 1980 e experimentar a vida caiçara. Depois ainda se estabeleceu na Bahia (mas isso é outra história). Viajado, cheio de bossa e bom gosto, caprichoso nos detalhes, criou no Manacá uma experiência inédita para os olhos, os ouvidos (suas playlists são primorosas) e o paladar de quem cruzasse a Rio-Santos. Edinho tem aquela percepção do todo: o ambiente que o cerca, a cozinha que pratica, as pessoas que forma. Virou trend desde então.
Eu quero chegar no menu e me perco na paisagem, nos talentos desse cozinheiro e amigo – os sentidos tomados pelas sensações. Peço caipiroska, o drinque que rima com essa balada tropical. Casquinha de siri, lulas grelhadas com balsâmico são clássicos. E mais: o spaghetti al mare, todos os peixes e frutos do mar – polvo, camarões, as muitas formas de comer lulas. A carta de vinhos é um marco na região e compõe com harmonia com todos os pratos.
Edinho tem uma identidade que é marcante em suas casas. Até quando não está, quando sai do Manacá e retoma sua vida baiana dentro do casarão histórico onde ergueu o Amado, indiscutível sucesso. É essa combinação de criador e criaturas que me faz salivar só de pensar que vou a Camburi – um programa gastro turístico romântico que deve incluir pernoite – ou voar até a Bahia para comer em frente ao mar e a seus olhos salgados dessa deliciosa sabedoria de bem-viver.
Em breve a manaquete aqui volta ao Litoral para brindar à chegada do Bar do Manacá. Saúde!
Les temps me surprend
Semble s'accélérer
Le chiffres de mon âge
M´amènent vers ce moi rêvé –
(Les passants, Zaz)
LIBERDADE PARA VOAR
É assim que você se sente quando aterrissa no Sud, o pássaro verde da Roberta Sudbrack, que colore e perfuma o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Voando leve entre a paisagem, o fogo e a lenha, as salas e os convidados no casarão familiar – sem pressa, sem anseios – vejo Roberta alcançar a felicidade de ser o que é: livre.
Para a alada Roberta Sudbrack
Liberdade para voar
É assim que você se sente quando aterrissa no Sud, o pássaro verde da Roberta Sudbrack, que colore e perfuma o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Voando leve entre a paisagem, o fogo e a lenha, as salas e os convidados no casarão familiar – sem pressa, sem anseios – vejo Roberta alcançar a felicidade de ser o que é: livre.
A paz invadiu o meu coração.
A guria que cozinhou no palácio, que desenhou a simplicidade nas degustações de luxo, que tornou o sanduíche um prato adorado, enfrentou a incompreensão dos malcomidos armada de pão e queijo tão somente e que escreveu à avó um livro de receitas de afeto, chegou antes, nesse voo, e, mais uma vez, é inspiração para todos nós da cozinha.
Sem pretender nada disso. Ela quer é cozinhar.
A mim, conterrânea, que por sorte compartilho o mesmo viveiro de chefs à Sud de Brésil, ela sempre encantou. Seja pela técnica que detém, seja pela brasilidade que traz em seu ID cosmopolita (e sem cacoetes), ou pela coragem e persistência e, agora, porque está lá na frente – ainda que carinhosamente perto, quando entramos na casa para o jantar.
É ela quem está no lugar aonde queremos chegar.
Roberta Sudbrack, Ricardo Freire e Carla Pernambuco
A trupe com amigos e minha filha encontrou fácil a casa sem placa e sem número no passeio de outono carioca que me dei de férias. Era o que eu precisava: uma mesa de gente querida, um momento luxurioso e feliz. No Sud, a liberdade marca também o jeito de comer, que permite que se compartilhe os pratos à mesa. Começa com bom pão, uma bela manteiga, a seleção de salames picantes e queijos que ela vai à caça no Brasil, os gougéres (uma de suas marcas, Roberta!) preparados com esses queijos – tudo quentinho, assado na hora. A temperatura é precisa: nem mais, nem menos – pratos quentes não esfriam, pratos frios não esquentam. Aquela couve-flor de instagram (de quem até esqueci) ao vivo é um show! Amei a berinjela com tucupi preto e missô. Laquear com tucupi preto e missô é uma ousadia que sobrevoa sorrindo os céus de nossas cabeleiras encantadas.
Os pratos são bonitos sem presunção. O crudo de peixe culminando em lâminas de melão é uma formosura. E o preparo, bem lastreado nas técnicas que Roberta domina (e cria), se desmancha em sabor, como a costela que se solta às colheradas. E a panqueca gordinha, quente e acolhedora na panela de ferro? Perfeita. Outra marca, Roberta!
Acolhidos na mesma mesa, repartindo pratos e a deleitosa experiência, pudemos provar um pouco de cada e ainda assim deixar sabores para uma próxima visita. Roberta é inspiração e referência. O seu Sud, ao Sul de nossas buscas por uma vida e uma mesa feliz, está onde ela quer: é liberdade pura, sem afetação, sem pavão e plumas, um pássaro voando sereno e livre nos verdes cariocas da cozinha do Brasil.
Roberta Sudbrack e Ricardo Freire
R. Visc. de Carandaí, 35 - Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ
De terças a domingos, das 18h às 22h. Reserve. 55 (21) 3114-0164
FÉ NA CUMBUCA E PÉ A ESTRADA
Nesse mês de maio a Rota dos Sabores resolveu colocar o pé na estrada e descobrir novos sabores e paixões Brasil afora. Os destinos escolhidos foram Salvador e Belo Horizonte, dois terroirs com tremenda personalidade.
Nesse mês de maio a Rota dos Sabores resolveu colocar o pé na estrada e descobrir novos sabores e paixões Brasil afora.
Os destinos escolhidos foram Salvador e Belo Horizonte, dois terroirs com tremenda personalidade.
Vamos começar pelo terroir mineiro,
amor antigo quando o assunto é comida boa.
Eita trem bão, sô!
Bruna Martins
Proprietária de três estabelecimentos na capital mineira, a Birosca, a Gira e o Florestal, a chef mineira de 32 anos começou a cozinhar como brincadeira. Foi no fogão a lenha do sítio da família que Bruna Martins iniciou sua trajetória gastronômica.
Na Birosca, sua primeira casa, que ocupa há nove anos uma esquina no tradicional bairro boêmio de Santa Teresa, em Belo Horizonte, possui uma cozinha totalmente feminina, criativa, de inspiração afetiva e repleta de lembranças, seus pratos são criados a partir do imaginário da mulher dona de casa.
Muitas das suas criações têm início nos recortes dos cadernos de receitas de sua mãe e avós e se apresentam no menu após uma pesquisa cuidadosa sobre o comportamento de mulheres que, mesmo cozinhando de forma compulsória, muitas vezes viam na cozinha um espaço de refúgio e criação.
Em março de 2022, Bruna inaugurou o Florestal, um restaurante de protagonismo vegetal que traz microprodutores rurais como seus principais fornecedores, além de um menu com comida de rua carregada de referências do mundo todo.
Participante do programa 'Mestre do Sabor', apresentado por Claude Troisgros na TV Globo, Bruna une os clássicos pratos comidos na infância, com a técnica e recursos de chef e traz brasilidade, consciência política e social, além de muito sabor.
Bruna Martins também é proprietária da Gira Vinhos, um bar e e-comerce de vinhos no Mercado Novo, focado em vinhos de mínima intervenção, pequenos produtores e rótulos nacionais.
Se chama Florestal a nova casa da chef mineira Bruna Martins, que ocupa a praça na Av. Assis Chateaubriand, 176, no bairro Floresta, em Belo Horizonte, a partir de 10 de março.
Além de buscar referências de diferentes culturas para elaborar o menu, Bruna também fez um trabalho cuidadoso de pesquisa para ser abastecida com produtos oriundos de pequenos produtores rurais e de cultivo agroflorestal. O resultado é uma casa que valoriza uma cadeia de produção focada nos pequenos.
Um salão amplo e bem iluminado é tomado pelos vidros que substituem paredes, inspirados nos vitrais de antigas estufas, integrando os espaços num ambiente repleto de muito verde! "Viajei para São Paulo buscando referências em cafés e restaurantes, mas foi visitando as floriculturas que encontrei o que queria", explica a chef.
Plantas, tons terrosos, móveis de jardim, tudo contribui para criar uma atmosfera de floresta no Florestal. Inclusive, para a hora de servir, Bruna optou pelo barro nos copos e nos pratos, garimpando toda a louça em casas de jardinagem. Também oferece apenas copos e taças de vidros reciclados, fortalecendo seu comprometimento com a sustentabilidade.
O menu traz opções para dividir ou petiscar. "A ideia é ocupar a praça, então além do salão com 35 lugares, temos um balcão servindo conservas, vinagrete de polvo, escabeche de sardinha fresca, entre outras sugestões que cabem bem com cerveja ou com a seleção especial de vinhos da Gira, meu bar de vinhos naturais".
Para quem optar por aproveitar o espaço interno, as opções de pratos para duas pessoas passam por diferentes inspirações gastronômicas, como o húmus de cenoura, pão, quibe de berinjela, batata frita, coalhada da casa, com pegada árabe, ou o guacamole defumado, tortilha de milho crioulo nixtamalizadas, milho cubano, mole negro e espetinho de berinjela bezuntada, estilo mexicano. Uma opção bem brasileira é o baião de dois, farofa de jiló, banana dourada, ovinho frito, com a possibilidade de acrescentar linguiça caipira.
Para sobremesa, as sugestões são o sundae de matchá com farofa de biscoito de nata, pé-de-moleque de pistache e calda de limão, ou o banoffe split que leva banana, crumble de doce de leite e merengue.
Funcionando há 8 anos num casarão antigo no bairro de Santa Tereza, em BH, a Birosca é um mergulho profundo na culinária familiar, da mulher mineira que se apodera dos conhecimentos adquiridos no convívio familiar e social.
Muitas das receitas foram retiradas de livros de sua mãe e avós, escritos à mão, recortadas de revistas ou embalagens antigas. Um acervo guardado com carinho e usado para criar um tempero com memória.
A alta gastronomia afetiva, feita com técnica e qualidade, elaborada somente por mulheres e servida em louças garimpadas em brechós de BH, é o que se faz presente no restaurante da chef.
Sobre a Gira
A Gira Vinhos é o primeiro bar e e-commerce de vinhos de Belo Horizonte que, em sintonia com uma das mais fortes correntes atuais do mundo dos vinhos, se especializou em rótulos naturais, orgânicos e artesanais.
Também tem foco na pesquisa e difusão do vinho mineiro, além de sério trabalho de garimpo dentro e fora do Brasil, reunindo clássicos atemporais e novidades da vitivinicultura contemporânea.
O objetivo da GIRA é promover produtos que respeitam os trabalhadores agrícolas, o meio ambiente e o consumidor, dar visibilidade a produtos locais e difundir de maneira acessível a cultura do vinho.
Avenida Assis Chateaubriand, 176 – Floresta – Belo Horizonte
Horário: Quinta-feira: 18 às 23h
Sexta-feira: 17h às 23h
Sábado: 12h às 23h
Domingo: 12 às 18h
Rua Silvinópolis, 483 – Santa Tereza. Belo Horizonte | MG
Tel.: (31) 98951-4046.
Horário: Quarta e quinta de 18h às 23h
Sexta: 12h às 15h30 – 18h às 23h
Sábado: 12 às 23h
Domingo: 12h às 16h
Avenida Olegário Maciel, 742 – Mercado Novo - Belo Horizonte
Horário: Quarta a sexta de 18h às 23h
Sábado: 12h às 0h
Domingo: 12h às 18h
Instagram @gira.vinho
Bahia terra da felicidade.
Eu sou completamente apaixonada pela Bahia, isso todos já sabem.
Sempre que quero recarregar as baterias, trato de ir respirar aquele ar de maresia, cajá e coco.
Meus avós maternos viveram lá no início do século passado e mainha nasceu em Salvadô.
Tive o privilégio de ter uma baiana na família, meu anjo da guarda, Baianinha meu amor, irmã de criação, foi adotada por minha avó ainda pequerrucha e que viveu ao nosso lado por uma vida inteira.
Voltando as origens, em Salvador come-se muito bem na casa dos chefs Fabrício e Lisiane do restaurante Origem.
Natural de Salvador, Fabrício Lemos morou 14 anos nos Estados Unidos, onde se formou pela renomada escola de gastronomia francesa Le Cordon Bleu. Durante o período em que morou no exterior, trabalhou em restaurantes da luxuosa rede de hotéis The Ritz-Carlton - Key Biscayne, Coconut Grove e Amelia Island, na Florida -, acumulando larga experiência nas culinárias mediterrânea, italiana, francesa e espanhola. Foi ali também que aprendeu a dominar a sutileza da cocção dos frutos do mar.
Retornou a Salvador em 2010 disposto a disseminar uma nova gastronomia local. Depois de uma rápida passagem pelo Restaurante Mistura, em Itapuã, Fabrício foi responsável pela criação do conceito da cozinha do Al Mare, onde propôs um menu mais sutil em sabores e mais sofisticado na apresentação. trabalhou também no Amado de Edinho Engel, onde em dupla ganharam vários prêmios.
Recomendo muito para os que tem na agenda esse destino, o trabalho autoral do Restaurante Origem.
Parceira e esposa, a chef Lisiane Arouca começou a se interessar pelos doces ainda na infância. Nas férias em Ilhéus, enquanto seus primos e irmãos brincavam na rua, ela não saía da cozinha de suas tias confeiteiras. Ainda muito jovem, começou a formação acadêmica na Faculdade de Belas Artes (UFBA), mas não demorou para encontrar sua plataforma de manifestação artística: os bolos confeitados. Decidiu então seguir carreira na culinária, se formando em Gastronomia pela Estácio Bahia e no curso de Chef de Cozinha do Senac.
Trabalhou em restaurantes de Salvador como chef confeiteira, assinando os cardápios de sobremesas, e foi sócia proprietária do 4Chef's, empresa especializada em confeitaria personalizada, por quatro anos. Em 2016, abriu o Origem em sociedade com o chef Fabrício Lemos, seu marido.
Alameda das Algarobas 74 - Caminho das Árvores. Salvador, Bahia.
Tel.: (71) 99202-4587.
Terça a sábado, das 19h às 23h, apenas com reserva.
Delivery: de terça a sábado, das 18h às 21h.
Capacidade reduzida: 22 lugares.
Menu degustação: R$ 200, sem bebidas; R$180 vegetariano.
C.c.: Visa, Mastercard, Amex, Elo, RedeShop. Não aceita cheques.
ROTA DE SABORES
Essa semana escolhi 5 lugares que todos precisam conhecer e provar. O número 1 é o Projeto A.mar.
Essa semana escolhi 5 lugares que todos precisam conhecer e provar. O número 1 é o Projeto A.mar.
Projeto A.mar
O Projeto A.mar nasceu do olhar curioso e amoroso de Rodolfo Vilar que desde 2003 mergulhou na comunidade do Bonete em Ilha Bela e foi beber da fonte da cultura caiçara. Depois de muitas navegadas, jantares no fogão a lenha e muita história para contar o inquieto empresário de Pinheiros, tirou o terno e vestiu o avental! E junto com uma rede de parceiros trouxe ao mundo estes saberes e sabores do mar e as tecnologias de conservação e beneficiamento de pescado num super laboratório multidisciplinar sediado na Vila Salga, antigo local de salgar peixes na Ilha Bela. Ali recomendo que vá com tempo e sede de conhecimento! Aí Rodolfo vai receber você com seu avental azul e uma pinça de cientista cozinheiro no bolso para uma visita guiada pelas estações de beneficiamento de pescado do Lab: corte, defumação, secagem entre outras alquimias! E ao final tem uma mesa de degustação das maravilhas A.MAR como: botarga, conservas de polvo, mexilhões e lula, karasumi, copa de atum, peixes defumados, ovas na latinha, garum e vinhos. Agora se organize pois as visitas tem que ser agendadas com antecedência pois a agenda do Lab tá concorrida!
Para mais informações e compra de produtos entrar contato pelo direct do instagram @projetoa.mar



Doceria Doce de Laura
O número 2 são os biscoitos com sabor da minha infância e que descobri na confeitaria da Laura Estima.
BISCOITINHOS DA LAURA
A Laura faz biscoitinhos na que são um primor!
Eles são a própria história dela, a hoteleira gaúcha que criou a confeitaria em São Paulo há quase 30 anos, em 1993. Os biscoitinhos de canela, como spekulatius da cultura alemã, os de mel com chocolate ou com glacê colorido são lembranças da infância da guria. E ainda tem a decoração, que é parte da diversão que ela tem com o produto. A outra parte é ver a gente comer os biscoitos com café, com chá, a qualquer hora. E agora tem embalagens fofas para eles – em vidros, saquinhos, pacotinhos. Da Páscoa ao Natal, qualquer data festiva fica saborosa com os biscoitos da Laura de presente.
Rua Luminárias, 94 - Vila Madalena - (próximo ao metrô Vila Madalena) São Paulo/SP
De terças a sábados - das 10h às 18h - Serviço no local | Retiradas | Delivery
Reservas e Encomendas: 11 9 6845-6545 11 3811-9669
Queijaria Bela Fazenda
Sou apaixonada por queijos, para a alegria e deleite de todos nós o Brasil tem queijos de excelente qualidade.
Conheci a Carol, que é a “mestre queijeira” da Queijaria Bela Fazenda, espetáculo de queijo e de mulher!
Ela cresceu na fazenda dos pais e se formou em veterinária, a produção fica em Bofete, interior de SP.
Quando decidiu que gostaria de fazer queijos partiu para o Canadá onde aperfeiçoou a técnica de fazer queijos artesanais, maturados inspirados em técnicas europeias.
O resultado é fantástico, recomendo que provem.



Um bom queijo, uma taça vinho, uma frugal salada e o jantar estará pronto.
As compras podem ser feitas on line no @queijariabelafazenda no instagram.
Para os que amam queijo, podem marcar uma visita guiada com degustação na fazenda.
Bom proveito!
Patricia Polatto e a Real Bragança
Patricia sabe tudo quando o assunto são os suínos e os produtos que deles derivam.
Um atelier artesanal e super profissional em Bragança Paulista com produtos frescos e muito bem executados.
Sou fã do pastrami e do brisket,das variadas linguiças,inclusive fizemos um sabor em parceria,provolone e rúcula que ficou estupenda.
Além disso cortes curados e defumados como a pacetta e o lardo.

Para comprar entre em contato direto com a Patrícia no telefone.
Whatsapp 11 97281-7924
Instagram @realbraganca
Pizzaria Carlos
Que a Carlos Pizza é uma das melhores pizzarias de SP,todo mundo já sabe.
Eu adoro as pizzas e tb as entradas todas deliciosas, como as burratas, carpaccios e berinjela e cogumelos no forno a lenha.
O que gostaria de compartilhar com vcs é a experiência que tive com as pizzas congeladas da Carlos, que são ótimas para se ter sempre no freezer e resolver aquele jantar de última hora.
Marguerita, Toscana, Pepperoni, Calabresa e a vegetariana de Zucchini agrada a família inteira,
Fininhas, leves, não ocupam lugar no freezer, são feitas com excelentes ingredientes.
Vale provar.
Também dá pra pedir pelo delivery ou buscar nas lojas da Tietê ou da Harmonia na Vila Madalena.
Vai lá!
@carlospizza_sp


FALA AÍ CARLOTA
Sugestões de lugares visitados pela chef Carla Pernambuco.
Sugestões de lugares visitados pela chef Carla Pernambuco.
Nelita
Italiano autoral contemporâneo, o Nelita, da chef Tássia Magalhães, oferece massas produzidas na casa e uma ampla variedade de vegetais que, muitas vezes, são a estrela principal do prato, como é o caso do aspargo confit servido com beurre Blanc, lardo e bottarga e do risoto com brócolis, soro de iogurte e azeite de ervas.
Deslumbrante 💚
Nelita
Rua Ferreira de Araújo, nº 330 - Pinheiros.
Horário de funcionamento:
Terça a sexta das 19h às 23h;
Sábado 13h às 16h e das 19h às 23h
Domingo das 13h às 17h.
Como na casa de grandes amigos: o estacionamento é cortesia.
Capacidade: 56 lugares. Wi-fi. Acesso para cadeirante
Capim Santo
Sou fã do restaurante Capim Santo e da chef Morena Leite aqui, em Trancoso ou em Marte!
Tem cerca de 30% do menu dedicado a pratos veganos. Entre os grandes sucessos da chef, destaque para os anéis de coco com rúcula, nhoque de mandioquinha e o linguado recheado de pupunha e purê de banana da terra.
Avenida Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano
(Museu da Casa Brasileira – MCB).
Horário de funcionamento:
terça a domingo, das 10h às 18h.
Delivery - terça a sexta, das 11h às 15h;
sábados e domingos, das 10h às 16h.
Tel: 11 3032-2277. Whatsapp: 11 98189-0082.
Instagram: @restaurantecapimsanto
Banzeiro SP
Restaurante Bib Gourmand, do Guia Michelin, o Banzeiro SP, do chef Felipe Schaedler, é referência em gastronomia amazônica. O cardápio conta com pratos como a banda de tambaqui na brasa, o pato no tucupi e o pirarucu amazônico.
Amazônia em Sampa sob o talento do Felipe, imperdível!
Rua Tabapuã, 830, Itaim Bibi, São Paulo.
Horário de funcionamento:
Almoço - terça a sexta, das 12h às 15hh30;
sábado e domingo,das 12h às 16h30.
Jantar - terça a sexta, das 19h às 23h30;
sábado, das 19h à 0h.
Tel.: 11 2501-4777 /11 93235-7003
Instagram: @banzeirosp
Kotori
Kotori significa pássaro em japonês e foi essa a palavra escolhida por Thiago Bañares (também à frente do Tan Tan) para batizar seu mais recente empreendimento. Na nova casa, o chef quer difundir a cultura dos yakitori-yas, restaurantes japoneses descontraídos, nos quais os espetos de frango preparados na brasa são as grandes estrelas. Para abastecer sua churrasqueira, Thiago escolheu trabalhar com frangos orgânicos de origem controlada, criados soltos sem hormônios e com alimentação natural, livre de transgênicos. A cozinha envidraçada deixa à vista dos clientes o preparo dos yakitoris, feitos em espetos de bambu na churrasqueira de 1,80m de comprimento. De lá saem, por exemplo, espetinhos de sobrecoxa com umê e shissô, de coração e de moela, além de boas opções vegetarianas. A trilha e o som das conversas animadas completam a atmosfera informal, que convida os clientes a provarem sem pressa receitas japonesas tradicionais, com execução precisa e apresentação cuidadosa. Para brindar, o bar explora os Highballs, coquetéis leves e refrescantes muito presentes nas casas do gênero no Japão.
O serviço leve, descontraído e bem informado dá o tom da experiência que impressiona também pelo ambiente: um salão amplo, de pé-direito duplo, um belíssimo projeto do Coletivo de Arquitetos.
Mila
Uma osteria provocadora, descontraída e sem regras. Para exaltar tradições e, também, quebrá-las. Para concretizar o sonho do jovem restaurateur Tito Paolone (ex-Eataly e Grupo St Marché) de acolher, servir e receber. Um espaço livre de formalidades, que preza pela diversão e boa comida. Sob o comando do chef Pedro Pineda (ex-Beverino), a cozinha homenageia a cultura alimentar da Itália, incorporando as diversas influências que São Paulo, enquanto cidade cosmopolita, possui. As receitas experimentais e autênticas valorizam ingredientes sazonais e de pequenos produtores. Dentre os Bocatitos, que abrem o cardápio, destacam-se sugestões como Ribeye tonnato, servido em finas fatias com molho à base de atum, anchovas, carne e alcaparras. Chamadas de neo napolitanas, as pizzas de fermentação lenta, assadas no calor da lenha, aparecem com três bases italianas clássicas: bianca (branca) – com base de creme, iogurte ou queijo fresco, como ricota –, verde – com molho a base de ervas, como o pesto – e rossa (vermelho).
Crime Pastry Shop
Pit stop obrigatório é na Crime Pastry Shop, a confeitaria do chef Rafael Protti. Depois de uma longa e proveitosa estadia na capital francesa ao lado de mestres da confeitaria, Rafael Protti inaugurou sua primeira confeitaria na Vila Madalena em SP. Como era de se esperar arrebatou os prêmios de melhor confeitaria e confeiteiro pela VejaSP.
Sou apaixonada pelo trabalho do Rafael e os meus favoritos da vez na Crime são a Banoffee, Cruffin de doce de leite e lógico o clássico e estonteante Mil Folhas com creme de baunilha, super crocante e devidamente caramelizado.
R. Simão Álvares, 1031 - Pinheiros, São Paulo - SP, 05417-030 11) 3031-9929
Instagram: @crimepastryshop
Café Zinn
Marca de cafés introduz na vida dos brasileiros blends especiais próprios de forma simples e acessível
No Café Zinn, cafeteria afetiva da empresária Daniela Coelho, terceira geração de uma tradicional família cafeicultora de Minas Gerais, o café de qualidade é coisa séria.
Com blends exclusivos de produção própria no Sul de Minas, o Café Zinn, propõe um ritual cafezístico completo, para nunca faltar café eseacial no dia-a-dia dos brasileiros.
A ideia une praticidade e sustentabilidade, além de introduzir na vida dos paulistas os cafés especiais. Entre as sugestões de blends da marca: o Zinn Afago, com notas de pistache e limão sciliano; o Zinn Magia, com notas de caju e caramelo; e o Zinn Bourbon, aroma marcante com notas de chocolate e nozes. Após a escolha dos blends, o cliente pode optar pelos métodos: coado V60, aeropress ou prensa francesa (R$12 - coado). O tumbler mantém a temperatura da bebida por até 12h .